Choro e Birra

Choro e Birra (1)

Hello people’s!!

Voltei trazendo mais um assunto polêmico e que tira a paz dos pais e mães por aí. Por aqui como eu já disse estamos em pleno terrible two, então precisei ir atrás de ferramentas para saber lidar com o momento.

Antes de entender o que essas duas palavrinhas significam, precisamos entender o porque elas nos incomodam tanto. Por que o choro do seu filho te irrita? Por que você acha que o choro dele é por algo bobo e que “não é pra tanto”?
Porque nós fomos criados para calar o choro, fomos ensinados a “engolir o choro”, e quando vemos alguém(nossos filhos) colocar isso pra fora nos machuca, e algo lá no fundo nos diz que isso não é possível.
Mas você já parou pra pensar que choro é uma forma de extravasar um sentimento? É uma forma de sentir, de aliviar uma dor, seja física ou emocional, de expressar uma emoção, de demonstrar alegria(nunca viu que alguém “riu até chorar”?)
E quem somos nós para dizer que aquele choro do outro é bobo? Que não tem necessidade de chorar tanto por isso ou aquilo? Nós não estamos sentindo o que o outro sente para medir as emoções dele. Quando seu filhos estiver chorando, acolha, mostre empatia, fala que compreende e que está ali pra ele. Ninguém chega para um adulto e fala pra ele parar de chorar pois é besteira o que ele está sentindo. Por que fazemos isso com as crianças?
Já a birra, nada mais é do que uma forma de demonstrar frustração, porém a criança não tem maturidade para lidar com aquilo de outra forma, e cabe a nós adultos e maduros ensinar outra forma de expressar frustração.
Sei que nosso desejo como pais é que nossos filhos aceitem os nossos “nãos” numa boa, mas gente, sério, nem nós adultos gostamos de ouvir “não”,quem dirá uma criança.
O mais importante da birra é compreender que aquele comportamento não é uma forma de afronta, não podemos levar a birra para o lado pessoal, precisamos compreender que isso faz parte do desenvolvimento e como reagimos a isso dirá se será um comportamento recorrente ou não.
Acolher a birra é diferente de atender a birra. Quando você acolhe, você mostra que compreende aquele sentimento, compreende a frustração e mostra empatia pela dor do outro. Quando você atende a birra você valida aquele comportamento e mostra que essa forma de comunicação funciona.
Quando você mostra que compreende a frustração do seu filho ele já se sentirá melhor, explique pra ele que você também ficaria chateada se não pudesse fazer tal coisa, e nesse momento tente ir mudando o foco, tente ir pro lado lúdico, imaginando outra coisa que poderiam fazer, ou outro lugar que poderiam ir por exemplo.
Mas e quando a birra acontece em público? Em público é complicado né, o que os outros vão pensar de mim? Pois é, quando é assim, na frente de todo mundo, isso diz muito sobre como você lida com a opinião alheia. Sempre fomos ensinados de que a opinião alheia importa(“todo mundo olhando uma menina tão linda chorando”, “ah que coisa feia, olha seu amiguinho quietinho e você fazendo escândalo”), percebem que tudo que nos é dito na infância, define quem seremos na vida adulta? Então, se a opinião do outro é realmente muito importante pra você, pegue seu filho e saia de cena, vá para um lugar mais tranquilo e lá você vai conseguir raciocinar para lidar com aquela questão.
Quando a criança bate, joga objetos, é chamado ataque de raiva. A raiva faz parte da vida, todos sentimos raiva em algum momento, porém precisamos ensiná-los a expressar essa raiva de outra forma que não se agredindo ou agredindo aos outros. No momento da explosão, não adianta você falar nada, apenas contenha a criança para que ela não se machuque e nem machuque ninguém, saia do ambiente com ela, mas não fale nada, nessa hora falar só vai piorar tudo e não vai adiantar nada. Depois que a criança se acalmou, você vai conversar, explicar que aquilo que ele sentiu foi raiva, nomeie os sentimentos, explique o que é, fale de você, mostre que você já sentiu, conte algum momento, isso faz você se aproximar do seu filho, faz ele entender que vocês são iguais, e aí você explica outras maneiras de extravasar a raiva, rugir como um leão por exemplo, bater palmas bem alto, correr bem veloz, bater em uma almofada, são algumas opções. E no momento de um novo ataque, você relembra essas ferramentas, mas de forma doce e tranquila.
Precisamos sempre estar atentos a como nós reagimos as situações e aos nossos sentimentos, como nós reagimos com a frustração? Como nós reagimos com a raiva? Qual exemplo estamos passando para os nossos filhos? Eles absorvem tudo e reagem de acordo como nós agimos. Precisamos pensar nisso, e mudar nosso jeito de ver as coisas!!

Aceitar cada fase do desenvolvimento da criança ajuda a validar e compreender que aquilo faz parte e que não é uma afronta pessoal, que não é uma provocação.

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