Puerpério II

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Hello People’s!!

Nossa como eu ando sumida daqui né, muitos projetos novos, muito trabalho, acabo abandonando aqui, mas vou tentar vir com mais frequência!

Vim falar de um assunto que eu já falei aqui, Puerpério, e mesmo já tendo falado dele, esse assunto nunca é repetitivo, nunca é demais falar de puerpério, nunca estamos prontas pra ele, e ele nunca é o mesmo.

Se você está grávida, já ouviu falar dele, se você é recém mãe, você está passando ou acabou de passar por ele, se você não é mãe mas pretende ser vai ouvir muito sobre ele.

Mas o problema é que por mais que se fale do puerpério, a gente só sabe o que é, quando passa, e sim ele pode ser um bicho de 7 cabeças que te engole.

O puerpério machuca, e deixa marcas, muitas marcas. E ninguém, na maioria das vezes entende o que se passa com você, pra ser sincera, nem você mesma.

O que eu posso dizer sobre ele? É uma mistura de hormônios(que estão enlouquecidos dentro de você) e sentimentos (que também estão enlouquecidos), a gente chora sem saber o porque, ri querendo chorar, agradece por ter o bebê ao mesmo tempo que se pergunta “o que foi que eu fiz da minha vida”. Sim, ele é louco, e se a mulher não tiver um bom suporte, um bom apoio, uma boa rede de apoio, ela enlouquece realmente. E mesmo com todo suporte ela ainda pode surtar.

Não, meu intuito não é te fazer desistir de ter filhos, até porque o puerpério passa, como tudo na maternidade, mas eu tenho a obrigação de dizer que não é lindo como todo mundo prega.

E como está na moda “desromantizar a maternidade”, eu vim “desromantizar o puerpério” e vim dar a real sobre ele, porque os médicos dizem que é normal(sim é normal, mas não podemos menosprezar isso), sua família não compreende porque você não está radiante com seu bebê, você se culpa por se sentir assim, suas amigas palpitam que você está com depressão pós parto(que é outra questão muito importante, mas não pode ser confundida). O puerpério é punk, muito punk, eu lembro até hoje da segunda noite em casa com a Isa, que ela acordou pra mamar e quando ela dormiu, eu desabei a chorar, chorei alto e forte, com toda a força que eu tinha, e ninguém acordou, o Igor estava dormindo do meu lado, e a Isa estava no bercinho do outro lado, e nesse momento eu vi, que por mais apoio que eu tivesse( e eu tive muito), aquele choro era pra ser só meu, era pra ser sentido e vivido por mim, porque a maternidade é solitária, são as suas dores, que por mais que você divida, por mais que você compreenda que mais mães passam por aquilo, ela ainda assim é só sua.

E sabe o que piora o puerpério? Palpites, de todos os lados, da mãe, da sogra, do marido, do pediatra, do médico, da amiga que teve bebê há pouco, da vizinha, do papagaio e do periquito, todo mundo tem um palpite, e sabemos que a intenção é a melhor( dessas o inferno ta cheio, já dizia minha avó), mas elas minam nossas forças, elas destroem a nossa confiança, elas nos fazem sentir culpa. Então um conselho, não palpite em nada na vida de uma recém mãe, a não ser que ela peça ajuda, no lugar do palpite, leve um bolo, uma torta, um chá quentinho. Com certeza vai ajudar muito mais.

Mãe recém nascida, se estiver muito difícil, procure ajuda, peça ajuda, a uma consultora materna, no grupo do pós parto, pra sua doula, para uma amiga que você considera sensata. O puerpério maltrata, mas ele passa, e com ajuda conseguimos enfrentá-lo de forma mais leve.

Outra dica essencial no puerpério, tente dormir quando o bebê dormir, a privação de sono nesse início maltrata, mistura ela com o puerpério e aí é uma salada perfeita para surtar! Então, sempre que possível enquanto o bebê dormir tire um cochilo, ou tome um banho quentinho, use e abuse da rede de apoio.

Eu lembro que nessa fase de puerpério, eu sempre tentava dormir quando a Isa dormia, mas nem sempre era possível e eu estava sempre cansada, mas tiveram dois domingos salvadores, que o Igor e minha sogra ficaram com a Isa o dia todo e eu dormi o dia todo, quando ela chorava pra mamar, eles levavam ela lá, ela mamava e levavam ela de volta pra sala e eu deitava e dormia mais um pouco, foi tão bom pra mim, que eu me sentia renovada, pronta pra enfrentar a semana e as madrugadas.

Não queira dar conta de tudo, não tem porque você se matar para dar conta de tudo, além de você não conseguir e se frustrar você ficará mais cansada ainda. Delegue funções, pai não é ajudante da mãe, pai é pai, e faz as mesmas coisas que a mãe, só não pode amamentar, de resto tudo que a mãe faz ele pode fazer também, então peça ajuda, e não tem essa de “ele acorda cedo pra trabalhar”, você não dorme a noite e cuida do bebê o dia todo(quer mais trabalho que isso). Então exija ajuda do pai do bebê.

E tente se manter forte, pois esse tsunami vai passar e as coisas vão se encaixar na medida do possível. Pensa que você mudou para uma nova casa, esses primeiro meses as coisas ainda estão nas caixas, você ainda não sabe onde guardar o que, mas com o tempo você vai abrindo cada dia uma caixa, achando onde é melhor guardar e a casa vai ficando arrumada e com a sua cara, e aí quando tudo tiver pronto, você vai sentar no sofá e vai admirar todo o seu trabalho e o quanto sua casa ficou linda.

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