Terrible Two

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Hello people’s!!

Quanto tempo não apareço por aqui né?! Vida ta corrida, tenho ficado mais no insta @maternizi, mas quando quero aprofundar o assunto, é aqui que venho, aqui tenho mais liberdade de escrever e detalhar a questão.

A temida adolescência dos bebês chegou por aqui, mas ela não chegou de sopetão, já veio dando sinais há algum tempo. Mas agora estamos no auge. Mas o que é o terrible two e como proceder?

O terrible two é a mudança de comportamento da criança, ela varia entre 1 ano e meio até mais ou menos os 3 anos. Nessa fase a criança começa a perceber que tem vontades, começa a entender que pode ter independência, autonomia. É importante enxergar essa fase como um marco fantástico do desenvolvimento do bebê, nesse momento o desenvolvimento cerebral é enorme, ocorre também uma capacidade de organização e exploração do meio.

O que é muito mais conhecido como birra, na verdade é uma forma de expressar suas vontades, seus desejos, se mostrar presente no mundo. E cabe a nós adultos, pais, cuidadores a função de mostrar a eles como agir, como se posicionar e como seguir.

O primeiro passo é compreender o que está acontecendo com a criança, tentar entender aquele comportamento, nomear sentimentos é excelente para a criança também compreender o que está acontecendo com ela. Se colocar no lugar do outro, empatia pela criança, e não só pensar com cabeça de adulto e achar que é besteira o choro dela por parar de brincar. Pense que você está fazendo algo que gosta muito e de repente, do nada, te arrancam dali e falam que você tem que ir embora. É assim que a criança se sente, não é legal.

Existem alguma ações que podem ajudar no momento da crise, e até durante todo esse processo de amadurecimento. Mas como eu disse, o principal é identificar e compreender o que está se passando.

  • Acordos: Faça acordos para tudo, converse com a criança, explique que após aquela brincadeira é hora do banho, por exemplo, e feche um acordo, pergunte se ela concorda, se está combinado, se podemos acertar assim. Deixe ela perceber que também pode opinar.
  • Dê opções: Deixe que a criança escolha o que ela quer, porém dentro das opções que você der. Por exemplo: “Isabella, você vai escovar os dentes com a mamãe ou com o papai?” Ela vai ter que escovar os dentes, mas ela pode escolher algo nessa atividade. Dê a ela a sensação de escolha, de que as vontades deles podem ser atendidas.
  • Nomeie sentimentos: Dê nomes aos sentimentos, explique o que é tristeza, frustração, alegria, raiva, ciúmes. Mostre pra criança que é normal sentir tudo isso, explique que você também tem esses sentimentos em determinados momentos. Tenha empatia, coloque-se no lugar dela.
  • Ensine a se acalmar: Todos nós precisamos em algum momento respirar fundo e nos acalmar por qualquer motivo que seja. Com as crianças não é diferente, ensine seu filho a se acalmar, a respirar fundo, ofereça um abraço, um colo, acolha ele no momento da crise.
  • Tenha paciência: É um momento stressante, eu sei, o momento da crise, principalmente em público, mas tente sempre manter a calma, pelo menos na maioria das vezes, por mais difícil que seja, pois seu filho já está no pico do stress, se você entrar na mesma onda vocês não sairão do lugar. Caso não consiga se acalmar, peça ajuda, solicite rede de apoio, saia de perto, respire, se acalme e aí volte para continuar.

Eu sei que é uma fase difícil, sei que somos muito influenciados pelo que os outros dizem, que ficamos preocupadas com a “birra” em público, mas devemos pensar no nosso filho, em acolher nosso filho, e não com o que os outros vão pensar. A maioria das crianças passa por essa fase, quem não compreender é porque não tem filhos. E bater, gritar, deixar chorando, nada disso vai resolver. Coloque-se no lugar da criança, se imagine na situação de querer algo e não poder ter, porém sem a maturidade de compreender o porque não. E não falo só de querer algo material viu, querer fazer algo, querer ir a algum lugar. Nós adultos quando não podemos ter algo, ficamos tristes, mas seguimos, porque somos maduros para entender. Imagina a criança que não tem a maturidade que nós temos.

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