Maternidade e Mercado de trabalho

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Hello people’s!!

O assunto é complexo e delicado, mas precisamos falar sobre isso, precisamos expor isso, precisamos lutar para mudar essa realidade dura de hoje.

Segundo uma pesquisa recente 3 em cada 7 mulheres tem medo de perder o emprego se engravidarem. 23% das mulheres alteraram o desejo de ter filhos por motivos profissionais. 70% das mulheres contam com ajuda de terceiros para cuidar dos filhos. Uma rede feminina. Segundo o IBGE mais de 1/4 das famílias brasileiras são providas por mulheres.

Uma grande parte das mulheres ficam nesse beco sem saída de ter que decidir entre trabalho e maternidade, porque a maioria das empresas não acham que uma mulher pode ser trabalhadora e mãe ao mesmo tempo. A maioria acha que o rendimento da mulher caí quando ela se torna mãe, acham que ela sempre irá priorizar o filho e isso é um problema.

As mães se sentem culpadas por sair do trabalho pra levar filho em médico, se sentem mal de faltar quando o filho está doente. Mas ao mesmo tempo essa mulher tem garra para ser sempre a melhor e a mais comprometida, porque ela precisa ser bem sucedida, precisa ganhar bem e subir de cargo para manter a família dela. É interesse dela produzir mais para ganhar mais, mas na cabeça da empresa não é assim.

Exigem das mulheres que elas trabalhem como se não tivessem filhos e sejam mães como se não precisassem trabalhar, isso é muito injusto. Sem falar na distinção de salários para o mesmo cargo só por ser mulher, mesmo o nível de escolaridade das mulheres sendo maior que dos homens.

E mesmo com tudo isso continuamos tendo filhos, porque se pararmos de ter filhos e a população somente envelhecer não há economia no país, não há mão de obra no país, não há geração futura. Então precisamos olhar por essas mulheres e entender que elas não deixaram de ser profissionais fantásticas só porque viraram mães.

Precisamos mudar as políticas sobre as licenças tanto maternidade quanto paternidade, não faz sentido a OMS recomendar amamentação exclusiva até os 6 meses do bebê, sendo que a licença maternidade é só até os 4 meses. Não faz sentido querer incluir o pai na criação do filho se a licença paternidade dele é de apenas 5 dias, pai não ajuda, pai participa, mas como ele vai participar em apenas 5 dias?

Em uma entrevista de emprego pergunta-se para a mulher se ela é mãe ou se pretende ter filhos, mas não se faz a mesma pergunta para os homens. Se for pensando apenas em licença, em se ausentar do emprego, você já parou para pensar que uma pessoa que pratica esporte de risco pode se ausentar por licença médica mais tempo que uma mulher em licença maternidade? E ninguém questiona na entrevista se você pratica algum esporte de risco.

Precisamos mudar a cabeça das pessoas, homens precisam entender que eles tem obrigações como pai, que eles devem participar de tudo e lutar por licença paternidade estendida, que não é feio e nem vergonhoso sair para levar seu filho ao médico, ou faltar porque seu filho está doente, precisam entender que não existem obrigações de mãe e obrigações de pai, existem obrigações com os filhos.

A sociedade machista não aceita o homem que é pai, que se envolve, que faz tudo que a mãe faz, ele é mal visto também, então esse homem deve na mesa do bar falar sobre isso, trazer outros homens para esse mundo, que temos as mesmas obrigações e funções como pais e mães.

Empresas precisam enxergar seus funcionários como pessoas qualificadas e não qualificadas para as vagas, e não como mãe de fulano ou pai de ciclano(apesar que ninguém vê o homem como pai na empresa né).

As pessoas precisam entender que quando uma mulher volta da licença maternidade ela não vai voltar a mesma que saiu, ela não é mais a mesma, ela mudou, a vida dela mudou, mas isso não quer dizer que ela voltou pior, ela voltou com outro olhar e isso pode ter um impacto formidável.

Precisamos entender e criar condições dessas mulheres ter com quem deixar o filho para voltar ao trabalho. E não to falando apenas de criar vagas em creches, precisamos entender o que a mulher quer, onde ela gostaria de deixar o filho. Tenho visto crescer o número de creches parentais, onde cada dia da semana uma mãe do grupo fica com todas as crianças, assim não sobrecarrega ninguém e não se gasta fortunas com escolas, ou corre-se o risco de deixar aos cuidados de quem você não conhece. Talvez seja um futuro nascendo.

Mulheres continuem lutando pelos nossos direitos, continuem sendo excelentes profissionais, continuem lutando pelas vagas de trabalho. Mulheres donas de empresas, abracem as outras mulheres, coloquem-se no lugar da outra, tenham empatia.

Homens, enxerguem as mulheres, se coloquem no lugar delas, sejam pais, só assim vocês entenderão o que é ser mãe.

Empresas, valorizem suas funcionárias mães, elas são muito mais valiosas do que você imagina, ela terá outra visão da vida, que poderá agregar muito.

RH não perguntem se uma mulher pretende ser mãe, ou não ser, não perguntem com quem fica o filho dela, não pergunte o que ela fará com o filho doente. Ou se perguntarem, façam as mesmas perguntas para o homem.

Homens e mulheres podem até não ser iguais(longaa discussão), mas como pai e mãe exercem as mesmas funções, tem as mesmas obrigações, portanto como funcionários também podem ter as mesmas funções e obrigações.

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