Puerpério

Hello people’s!!

Vamos falar de um dos assuntos mais polêmicos nesse mundo louco da maternidade?? O puerpério.

Hoje em dia já se fala mais dele, já se assume que ele existe, e que ele não é fácil, mas o que é? Como é? E como foi o meu?

O puerpério é a fase após o parto(após a saída da placenta), onde o corpo da mulher se recupera da gestação. Segundo o dicionário é o período que decorre desde o parto até que os órgãos genitais e o estado geral da mulher voltem às condições anteriores à gestação. Mas não gosto desse “que volte as condições de antes da gestação”, nunca mais seremos as mesmas, nunca mais voltaremos ao que era antes, e não estou falando de corpo, de físico, porque isso pode voltar ou não, mas sinceramente, pelo menos pra mim, foi a coisa menos importante nesse processo todo.

Vamos pensar fisiológicamente, os hormônios que estavam a mil, estão voltando ao normal, ou seja pensem em uma TPM mil vezes pior. Independente da via de nascimento, se foi um parto normal, ou uma cirurgia cesárea, você sangra, sim você precisa sangrar para “limpar” seu útero. Seu peito vai dobrar de tamanho com a descida do leite, e pode até vazar. Sua barriga vai parecer que ainda está grávida, porém estará mole. Você pode sentir cólicas, pois seu útero está voltando ao tamanho normal. Sim, é todo esse horror físico, mas tudo isso passa e mais rápido do que você imaginar e perceber.

Mas na minha opinião, o pior do puerpério é o estado emocional, que vem acompanhado da queda hormonal. Vamos a situação: Você acaba de voltar da maternidade, com um pacotinho de amor, mas você não tem muita certeza do que fazer(aliás, nunca teremos essa certeza), você tem que amamentar, mas dói, você começa a ter privação de sono, porque o bebê acorda pra mamar a cada 2,3 horas com sorte(a minha acordava a cada 1h), você escuta milhares de palpites de todos os lados. Sério, gente, é surreal essa fase. Teoricamente o puerpério dura até 45 após o parto, porém já existem estudos que dizem que dura até 1 ano, no meu caso acho que durou até os 4,5 meses, mas varia de mãe pra mãe.

É um turbilhão de emoção, a gente chora sem saber o porque, a gente tem medo de fazer tudo errado, a gente sente tristeza e se sente culpada por estar triste sendo que o bebê está bem. Mas meu conselho é, chore o quanto precisar, sinta a sua tristeza e sua alegria se quiser, sinta, sinta tudo que precisa sentir, deixa sair de você toda essa sensação, porque ela faz parte.

Eu lembro que no 2o dia em casa, eu não conseguia dormir e fiquei olhando a Isa no bercinho do lado da minha cama, meu marido dormindo capotado do meu lado, e eu comecei a chorar copiosamente, de uma maneira que eu nunca tinha chorado, um choro de dor, de medo, de tristeza, de alívio, de alegria, de tudo junto e misturado, foi a sensação mais estranha da minha vida. O choro foi alto, não tentei esconder que estava chorando, eu precisava colocar tudo aquilo pra fora e assim fiz, e por incrível que pareça eu não acordei ninguém, o Igor nem se mexeu, a Isa nem resmungou, e eu chorei ali acompanhada deles, mas sozinha com a minha dor, chorei por uma meia hora, e de repente toda a sensação ruim passou, eu lavei o rosto e voltei pra dormir, mais leve, mais segura, mais tranquila. Por isso, coloque pra fora, não guarde o sentimento ruim, se precisar vai pra de baixo do chuveiro e chora lá, assim ninguém vai te ouvir, mas tire essa sensação ruim de dentro de você, você precisa disso, seu bebê precisa disso, sua família precisa disso.

E o que eu posso falar sobre o puerpério, é que ele passa(como tudo na maternidade), passa a nuvem escura que ronda nossa cabeça, e o sol aparece lindo pra você curtir sua cria. Porém em alguns casos pode não passar, e pode evoluir para um depressão pós parto, por isso é bom estar atenta ao seus pensamentos, se eles não melhorem nunca, se você começar a ter somente pensamento ruins, pensar em morte, em tragédias, em desgraças e só nisso, o ideal é procurar uma ajuda profissional, fazer terapia, falar com alguém é de extrema importância.

Agora, uma coisa muito importante, acolha uma mãe no puerpério, ajude ela, com cuidados para ela, ou para a casa dela, não ofereça ajuda apenas com o bebê, porque dessa parte ela cuida. Ofereça levar um bolo, fazer uma café, um almoço, lavar uma louça, ajude tirando esse peso das costas dela, converse com ela sobre outras coisas que não maternidade, deixe ela falar, seja um bom ouvido, com certeza ela irá te agradecer muito, mesmo que em silêncio.

E pra você, mãe recém nascida, você é a melhor mãe pro seu filho, você dará conta, não se sinta culpada por nada, você é capaz!

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No auge do puerpério

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Depois da tempestade, vem a calmaria

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